Volume 2, Number 3 (2009)

Narrow Trails of Permanent Subversion: Beyond the Spectacle of Solitude

Andy Merrifield

Instituto de Estudos Avancados, Universidade de Sao Paulo

Few people would think of Guy Debord, the prophet of spectacular capitalism, as a magical realist, just as fewer again would see Gabriel Garcia Marquez, the prophet of magical realism, as a theorist of the society of the spectacle. In this article, I want to bring The Society of the Spectacle and One Hundred Years of Solitude together in a strange dialogue centering on two fundamental themes: (1) the nature of reality, and (2) the possibility for transformative politics. The four-decades unfolding since the publication of these two books (in 1967) has been marked by a spectacular solitude, and in saying this it’s true that each book remains darkly pessimistic. In a way, both pinpoint the ’68-generation’s shortcomings as much as embody its utopian desires. On the other hand, with their almost-supernatural lucidity, their dazzling erudition and phantasmal and mystical ideas, each book also transmits a strange sort of optimism, a backdoor sense of hope, and offers another take on what our lives might be. Each shows us how reality can be represented differently, how more acute (and astute) forms of subjectivity can create a more advanced sense of realism, and a different type of objectivity—a more radical and active one. Each text, in a nutshell, equips progressives with the imaginative tools for staking out new narrow trails of permanent subversion.

 

Trilhas estreitas da subversão permanente: para além do espetáculo da solidão 

Poucas pessoas pensariam sobre Guy Debord, o profeta de capitalismo espetacular, como um realista mágico, da mesma maneira que não veria Gabriel Garcia Marquez, o profeta de realismo mágico, como um teórico da sociedade do espetáculo. Neste artigo, discuto “A Sociedade do Espetáculo” e “Cem Anos de Solidão” em um diálogo incomum que se concentra em dois temas fundamentais: (1) A natureza de realidade, e (2) a possibilidade de transformação política. O desdobramento de quatro décadas desde a publicação destes dois livros (em 1967) foi marcado por uma solidão espetacular, ou seja, é verdade que cada livro permanece pessimista e obscurecido. De um lado, suas marcas pontuais da geração 68 é tanto a negligência quanto a personificação de seus desejos utópicos. Por outro lado, com lucidez quase sobrenatural com deslumbramento, erudição fantasmagórica e idéias místicas, cada livro também transmite um estranho tipo de otimismo, um sentido clandestino de esperança, e oferece a possibilidade de explorar o que nossas vidas poderiam ser. Cada obra nos mostra como a realidade pode ser diferente da representada, como as mais agudas (e astutas) formas de subjetividade podem criar uma sentido mais avançado de realismo e um tipo distinto de objetividade mais radical e ativa. Cada texto, em sua estrutura, usa progressivamente as ferramentas imaginativas para demarcar trilhas estreitas da subversão permanente.

 

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